domingo, 10 de outubro de 2010

Dois Brasis

Excelente texto de Emir Sader,

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=562

Serra é da corrente do mal, que só destrói, que criou três crises durante o governo FHC, que quase destruiu o Brasil e agora quer quer brecar o caminho pelo qual o Brasil avança.

Campanha ou guerra?

Qualquer análise sobre o que significa este segundo turno deve ser precedida por uma correta percepção sobre o que estamos travando: isso é uma campanha ou é uma guerra?
A última semana de 1º turno e o início da primeira semana do 2º turno mostram que não estão fazendo campanha contra Dilma. Estão travando uma guerra.
Campanha insidiosa não é campanha, é guerra. Campanha que abusa do sentimento religioso não é campanha, é cruzada. Campanha que inventa frases nunca proferidas por Dilma para demonizá-la não é campanha, é crime.
A quem interessa esse clima de guerra? A ninguém que cultive um mínimo de espírito democrático. A ninguém que tenha esclarecimento suficiente para saber que uma campanha eleitoral não é um plebiscito sobre questões bioéticas que são complexas, que envolvem os três poderes da República e que merecem um tratamento sério, e não sua banalização e
uso preconceituoso.
Não era para ser isso, mas o segundo turno pode se tornar uma batalha do esclarecimento contra o obscurantismo. Voltamos ao século XVIII. É lá, no século XVIII, que os setores elitistas ultraconservadores insistem em querer manter o Brasil, em inúmeras questões. E é lamentável que parte considerável dos que se dizem democratas se renda a esse senhorio e aceite entrar pela porta dos fundos desse condomínio.
Ao percebermos esse quadro, é preciso uma mudança de postura. Da candidata, dos partidos, dos militantes, e principalmente dos cidadãos que vêem sua cidadania ser arranhada pelas patas do reacionarismo; dos que são ameaçados em seu direito de discernir corretamente sobre o que está em jogo, diante de uma pregação que não é só destinada ao 2º turno, mas até a um 3º turno da eleição presidencial.
Todos os setores democráticos e populares, os que votaram em Marina e mesmo parte dos que votaram em Serra têm o dever de entender o que se está passando. A candidatura adversária está sendo capturada pelo reacionarismo. O candidato Serra, que se dizia orgulhoso de sua biografia, será que ainda faz questão de preservá-la? É o que veremos, não no horário eleitoral gratuito, mas nas ruas, nos panfletos apócrifos, nas mensagens que destilam ódio pela internet, nos pronunciamentos de seu vice (seja lá quem for).
As três principais candidaturas (Dilma, Serra e Marina) fizeram um primeiro turno relativamente tranqüilo, salvo pelas duas últimas semanas de ataques irracionais à candidata governista. Dilma com um programa propositivo, Serra fingindo não ser de oposição e Marina falando, justamente, contra a polarização (que ela paradoxalmente contribuiu para produzir, com o 2º turno).
Segundo turno, não tem jeito: é plebiscito. Ele representa um instrumento de grande importância em nosso sistema político, pois garante que o escolhido seja de fato respaldado pela ampla maioria dos eleitores. Por isso, os candidatos são obrigados a mostrar quem são, o que representam e quem representam.
É disso que se trata: a partir de agora, vai ser preciso dar nome aos bois e às boiadas. Dilma ultrapassou o teto histórico da votação da esquerda em primeiro turno, mesmo das votações dadas às campanhas vitoriosas de Lula. É um feito que demonstra o avanço conquistado pelos movimentos sociais e suas organizações e pelo amadurecimento do eleitorado brasileiro, facilitado por um conjunto de políticas públicas que mostrou as diferenças abissais do governo Lula em relação a qualquer outro governo.
Devemos pensar em três frentes: na política, na questão ambiental e no desenvolvimento do país. Na política, o que está em jogo é o enraizamento da participação popular no desenho das políticas públicas e o fortalecimento das classes sociais menos favorecidas, em sua luta não apenas por ascensão econômica, mas por protagonismo político. Isso é algo que incomoda muita gente e que a ultradireita quer eliminar a todo custo.
Na questão ambiental, há uma guerra do setor predatório do agronegócio contra Dilma. Basta ver que os mapas de votação que dão maioria a Serra localizam-se fortemente em Estados e localidades que têm os maiores focos de agronegócio predatório. É só ver quem está do lado de Serra e os ruralistas que o apóiam.
Já o modelo de desenvolvimento sustentável com inclusão social deve mostrar suas diferenças com o modelo de desenvolvimento excludente, privatista e predatório. Vamos ter que lembrar dos vôos de galinha, dos “inimpregáveis”, dos “vagabundos” (foi assim mesmo que FHC denominou os servidores públicos aposentados), da época em que se considerava delírio um salário mínimo de100 dólares (isso mesmo, hoje daria menos de 170 reais).
Será preciso mostrar o que fizemos em crescimento econômico e em desenvolvimento social das regiões mais pobres. Teremos que relembrar o que era a Petrobrás e o BNDES há 8 anos e o que eles representam agora, ao terem sido transformados em alavancas do desenvolvimento nacional, com impactos positivos até sobre a América do Sul.
Será preciso mostrar o que se fez política externa, que de um lado simboliza a importância do Brasil no exterior e, de outro, atiça os que têm o complexo de vira latas.
Será preciso comparar o que se fez na Saúde no Governo Lula com o caos da saúde em São Paulo, confrontando as opções de gestão: de um lado, o fortalecimento da gestão pública; do outro, o desmonte, a terceirização, a falta de investimentos. Será preciso defender o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, inclusive com a ajuda dos que foram responsáveis pela área de direitos humanos durante a gestão anterior.
Questões como essas deveriam ser o cerne do debate. Mas isso é para uma campanha. Para uma guerra, é mais do que urgente que não só os partidos coligados à candidatura Dilma, mas todos os movimentos de cidadania que lutam arduamente pela melhoria da qualidade do voto, pelo aperfeiçoamento da nossa democracia, pela não deturpação e manipulação do debate eleitoral cumpram a tarefa de alertar os cidadãos e cidadãs sobre as ações perversas dos que se aproveitam desse momento eleitoral e do espaço dado pela candidatura adversária para esgrimir suas ignomínias.
É preciso uma nova campanha da legalidade, com um trabalho militante de recolhimento de denúncias e acionamento penal daqueles que se acham livres para produzir atentados à democracia. Tenho a certeza de que, se isso for estancado, deixaremos de travar uma guerra e poderemos democraticamente iniciar uma campanha.
E poderemos certamente descobrir que os que apostam no envenenamento do debate eleitoral são provavelmente os mesmos que acabaram derrotados na luta pela redemocratização do país. Luta que custou muitas vidas e foi vitoriosa graças a muita mobilização popular.
É essa história que devemos defender neste momento em que não podemos cair na defensiva, nem nos acovardar pelas ameaças infames dos profetas do golpismo e dos Zés do Apocalipse.

Arlete Sampaio é deputada distrital eleita pelo PT-DF, foi Vice-Governadora do DF (1995-1998) e Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social do Governo Lula

Datafolha: Dilma cresce 7 pontos e sai na frente no 2º turno, com 54% dos válidos



A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, saiu na frente na disputa pelo segundo turno contra o tucano José Serra.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (9), Dilma tem 54% dos votos válidos, contra 46% de Serra (48% a 41% das intenções, com 11% de brancos, nulos e indecisos).

Em relação ao resultado do primeiro turno, Dilma cresceu 7 pontos (tinha 47%) e Serra cresceu 13 (tinha 33%).

A pesquisa, divulgada e contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi realizada no dia 8 de outubro junto a 3.265 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CARREATA DA IDELI LEVA 450 CARROS ÀS RUAS DE LAGES



Mais de 450 carros participaram na tarde de domingo, da carreata da Coligação “A Favor de Santa Catarina”, em defesa das candidaturas Dilma – presidente, Ideli - governadora, Vignatti e Ghizoni – senadores e dos candidatos proporcionais da coligação. “Nós nunca havíamos conseguido reunir tantos carros numa carreata! Essa é apenas uma demonstração do quanto a Ideli e os nossos candidatos tem apoio da população e de simpatizantes aqui em Lages, mesmo sendo a terra do Colombo!” declarou o presidente do PT, Domingos Pereira Rodrigues.

Ele disse ainda, que o itinerário escolhido privilegiou os bairros, e não as ruas centrais da cidade, exatamente porque a maioria da população indecisa ou já decidida a votar em Ideli residem nos bairros e normalmente estão em casa no domingo à tarde. A concentração iniciou às 14hs no Parque Conta Dinheiro; a carreata começou às 14h45 e passou pelos bairros Jardim Celina, Pisani, Cristal, Tributo, Guarujá, São Vicente, São Sebastião, Loteamento Cepar, Coral, Caravagio, Popular, Várzea, Habitação, Caça e Tiro, Vila Nova, Santa Rita, Triângulo, Santa Helena, Copacabana e terminou na Praça Joca Neves, por volta das 17h30. “Foi uma pena que em função do tempo, tivemos que tirar do roteiro alguns bairros, como Santa Catarina e Bela Vista. Esses locais nós vamos privilegiar na nossa carreata do segundo turno, porque tenho certeza que estaremos no segundo turno! A receptividade foi muito boa! O nosso próximo vice-governador, Guido Bretzke, que acompanhou toda a carreata, saiu muito animado e satisfeito com esta atividade.” comentou. Domingos informou que antes da carreata, o empresário Bretzke participou de um almoço com empresários, candidatos proporcionais e lideranças da Coligação.


Adriana Palumbo
Jornalista - Fone (49) 9991-9148

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Colombo precisa mentir


Colombo precisa mentir
22/09/2010


A oligarquia Bornhausen, representada pelo Candidato Raimundo Colombo, do DEM, trata o povo catarinense com falsidades e ironia. Diz uma coisa, mas pensa e faz outra. No debate da rede Record de segunda-feira (20), Colombo foi desmascarado ao vivo. Sim, o candidato que representa a oligarquia foi literalmente “pego na mentira”.
Vangloriou-se, Raimundo Colombo, da construção de um “hospital” em Lages quando, na verdade, concluiu somente uma ala menor que um pronto socorro. É o cúmulo do deboche. A propaganda enganosa foi denunciada e julgada pelo TRE que, sutilmente, sentenciou: o candidato “faltou com a verdade”. Uma forma mais polida de afirmar que mentiu.
Sigo a mesma lógica adotada pela candidata Ideli Salvatti no debate, para quem o comportamento é “inadequado à conduta ética de uma disputa eleitoral”. A premissa de Colombo é de que vale tudo para tentar ganhar as eleições, inclusive continuar enganando o povo.
O debate político deve ser aberto, franco, precisa expor os limites e possibilidades de um governo à sociedade. Por isso questionamos o comportamento político e as consequências de uma mentira dessa natureza. Óbvio que ironizar e mentir ao povo, como Bornhausen fez quando respondeu ao presidente Lula, é a lição da escola política da candidatura de Raimundo Colombo.
Quando o candidato do DEM propaga – inclusive em seu programa de TV – que o “hospital construído” é obra de sua gestão enquanto prefeito de Lages, além de mentir, expõe a sua ineficaz passagem no Senado. Deixa de prestar contas de seu trabalho como senador, porque de fato nada fez por Santa Catarina, e divulga a construção de um hospital imaginário, subestimando a inteligência dos lageanos e buscando enganar a todos catarinenses.
No mesmo debate Colombo critica a saúde em SC. Novo engodo. As deficiências do setor de saúde, criticadas por Colombo, são o resultado da administração da Tríplice Aliança, força política que ele hoje representa. Ou seja, além de mentir, tentando exibir-se como um prefeito “realizador”, o candidato do DEM, que nada fez por Santa Catarina como senador, busca confundir a população.
A senadora Ideli, que não foi prefeita de Lages, será governadora de Santa Catarina falando a verdade. E a senadora tem muito a falar. Não de hospitais imaginários, mas do sistema de saúde que precisamos. Ninguém conhece o trabalho do senador Colombo, que precisa inventar obras. No senado, Ideli apresentou mais de 21 projetos de lei e três emendas à Constituição, melhorando a vida dos brasileiros. Seu primeiro projeto foi a Lei do Parto, garantindo às gestantes o direito de escolher um acompanhante durante o nascimento de seu filho.

Ideli propôs que o Sistema Único de Saúde distribuísse gratuitamente a vacina contra o câncer do colo do útero, terceira causa de morte por câncer entre as mulheres. A nossa senadora, que não precisa inventar obras, garantiu dinheiro para a educação, gerando somente em 2010 mais de R$ 7,7 bilhões e em 2011 mais de 10 bilhões, com o fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU).
Ideli, entre diversos prêmios, recebeu o troféu “Cabeças do Congresso” em 2004, 2006, 2007, 2008 e 2009, promovido anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar e entregue aos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional.
Eleger Colombo significa, entre outros retrocessos, o retorno da família Bornhausen ao poder, para concretizar seus interesses e negócios à custa da maioria da população. O que está em disputa em Santa Catarina e no Brasil é qual o modo de fazer política que queremos. Santa Catarina não pode mais ficar na contramão da história. O nosso povo continua pagando alto preço pela conduta de governantes que pretendem continuar debochando dos catarinenses.
A oportunidade dos catarinenses, nessa eleição, é entrar no ciclo de transformações sociais e desenvolvimento econômico que o Brasil está vivendo. E isso só é possível a partir de um governo verdadeiro e comprometido com a maioria. Exemplo disso é o governo do presidente Lula, com mais de 80% de aprovação. Exemplo disso é a eleição de Dilma, que em Santa Catarina já é vitoriosa. Eleger Ideli Salvati para governar nosso estado é eleger um novo olhar para a realidade de todos os catarinenses. Um olhar de verdade e que não inventa feitos para justificar o vazio de trabalho!

José Fritsch, Presidente do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Lobo e o Cordeiro na política catarinense


O lobo vestido em pele de cordeiro é a metáfora do disfarce. Camufla um animal feroz em um animal manso, dócil e cordial. Mas, em algum momento, o lobo ataca e perde seu disfarce. É desmascarado.
Esta metáfora é conhecida por todos. Através desse exemplo, dirijo-me aos catarinenses, cidadãos de bem e honrados, não para falar dos vícios do ex-senador Jorge Bornhausen ou de seus familiares que, de forma desequilibrada proferiu mentiras e ofensas contra o nosso Presidente da República. Venho falar qual é a verdade que está em jogo nessas eleições em Santa Catarina e no Brasil: a diferença de um governo comprometido com a maioria da população, contra a proposta das elites que querem retomar ou manter o poder a qualquer custo. Vou falar sobre o que foi feito!
Compreendo perfeitamente a atitude do ex-senador. A causa de sua indignação e destempero não foi pelo que disse o Presidente Lula. Afinal, “extirpar” significa “extrair, arrancar” em uma disputa política e democrática. Arrancar através do voto na urna é legítimo.
A causa da fúria do ex-senador Bornhausen está sustentada no fato de que um metalúrgico, nascido no interior do agreste nordestino, pobre e sem pertencer às castas nobres, tenha promovido o desenvolvimento do Brasil e de Santa Catarina, deixando o ex-senador e qualquer oligarquia deste país com um sentimento de grande frustração.
Afinal, em décadas no comando do aparelho de Estado, a elite que desdenhava do povo, mesmo quando tentou maquiar realizações, não foi competente com as necessidades mais prementes da sociedade. O ódio de Bornhausen é o ódio representante das elites, que sempre mandaram e desmandaram no poder do nosso país.
O candidato Raimundo Colombo é o representante dessa elite raivosa. Não pode expressar este mesmo ódio, da mesma forma que o seu padrinho político Jorge Bornhausen, porque receia a perda de votos. Sabe que o presidente Lula fez muito mais por Santa Catarina do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus partidários.
Jorge Bornhausen quando foi ministro da educação o que fez por Santa Catarina? Qual a mudança substancial na educação do povo catarinense? Quais obras importantes para a educação? Então, vamos listar rapidamente o que tanto incomoda Bornhausen e o candidato Raimundo Colombo, o cordeiro do ex-senador.
No governo Lula, das 78 novas escolas federais inauguradas no País, Santa Catarina foi contemplada com seis novas instituições para os municípios de Videira, Xanxerê, Jaraguá do Sul, Araranguá, Luzerna e Ibirama. Só para nosso estado, foram cerca de oito milhões em investimentos no ensino tecnológico. Também tivemos a criação da Universidade Federal da Fronteira Sul e a interiorização da Universidade Federal de Santa Catarina. Hoje a UFSC está em Joinville, Araranguá e Curitibanos. Quantas universidades em Santa Catarina o ex-ministro da educação, o ex-senador Jorge Bornhausen, inaugurou?
Um grande político expressa sua grandeza apoiando as realizações em favor da sociedade, mesmo quando extirpado do poder. Pensávamos que Bornhausen e seu partido, os Democratas, fossem aplaudir de pé o Prouni, maior programa de concessão de bolsas de estudo da história da educação brasileira, criado pelo governo Lula, responsável pelo ingresso de 704 mil jovens pobres ao ensino superior. Ao contrário, o PFL de Bornhausen, em outubro de 2004, antes ainda de vestir a pele do DEM, moveu uma ação na justiça contra o Prouni.
Enfim, sabemos que história política de Bornhausen e do DEM, é a história das elites que não engolem a grande lição que o povo lhes deu nas urnas, colocando na condução deste imenso e maravilhoso país um operário. Por isso espumam de raiva, procurando não respingar na maquiagem e na retórica do bom moço que pede voto aos catarinenses.

José Fritsch – Presidente do PT de Santa Catarina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PT-SC responde a Bornhausen


O líder do DEM na Câmara dos deputados, Paulo Bornhausen, emitiu nota oficial, na tarde de terça-feira (14), sobre as críticas feitas pelo Presidente Lula, durante comício em Joinville, na noite de segunda-feita (13).



O Partido dos Trabalhadores, de Santa Catarina, através de seu Secretário de Comunicação, Murilo Silva, enviou uma resposta ás ofensas cometidas por Bornhausen. Esta foi publicada no blog do colunista Moacir Pereira, na mesma tarde.



Abaixo, a resposta de Murilo e na sequencia, a íntegra da nota do deputado demista.



PT-SC responde a Bornhausen

14 de setembro de 2010 | Categorias: 1



Secretário de Comunicação do Diretório Estadual do PT, Murilo Silva, envia e-mail contestando a nota do deputado Paulo Bornnhausen, líder do DEM na Câmara Federal, que fez duras críticas em resposta ao presidente Lula. Confira: “Em nome do PT de Santa Catarina e em defesa do mais ilustre filiado petista, fundador nacional do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, comento a nota do deputado Paulo Bornhausen, líder dos Democratas na Câmara Federal. Para pronunciar o nome dos Bornhausen em Santa Catarina, precisa-se apenas de lucidez política. E foi isto que Lula fez em sua visita a SC, ontem. Querer atribuir à Lula a responsabilidade da agressão ao povo catarinense, quando agride politicamente - e não moralmente - os Bornhausen, é querer resumir a honra de um povo aos interesses de uma família, como faziam os déspotas de outrora, ou até mesmo os antigos “coronéis” da política catarinense.

Acusa ainda o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen, de que Lula possui uma “retórica nazifascista”. Lembramos ao deputado que seu pai, o ex-senador Jorge Bornhausen, foi o autor da não tão célebre frase “Vamos acabar com essa raça. Vamos nos ver livres dessa raça por pelo menos 30 anos”, referindo-se aos petistas. Sabemos muito bem que racismo e nazismo se completam. Já Lula, quando afirmou que o “DEM precisa ser extirpado da política brasileira”, referiu-se ao partido político, não à raça de seus membros. Extirpar significa “extrair, arrancar”. E é isso que o PT, seguindo as regras democráticas, no voto, pretende fazer com o DEM. Arrancá-los, com o voto, dos executivos e dos parlamentos.

Os Bornhausen, o povo catarinense conhece muito bem, sempre foram beneficiados pelos ditadores que arrasaram nosso país. Não foram eles os protótipos de ditadores, mas a sua própria encarnação na história política catarinense.

Em relação às afirmações sobre a CPMF, de que Lula estaria “inconformado com a derrota que os Democratas lhe impingiram”, lembro que esta “grande ação” lançou sim ao inconformismo as lideranças do próprio DEM, que achavam que estariam acabando com as chances do PT continuar governando para a maioria deste país. Atingiram o povo, tentando prejudicar o presidente Lula.

A CPMF, ao contrário do que o DEM divulgou em todo o Brasil, fiscalizava os sonegadores e tinha um caráter humanitário, pois financiava a saúde pública brasileira. Era um tributo essencial para a redistribuição de renda, pois 61% de seus recursos vinham da arrecadação das movimentações bancárias dos 10% mais ricos. As empresas contribuíam com 72% da arrecadação e as pessoas físicas somente com 28%. Desses, somente 17% vinham de pessoas que ganhavam mais de R$ 100 mil por ano. Portanto, era uma arrecadação advinda dos que mais detêm a riqueza. O fim da CPMF afetou diretamente o Sistema Único de Saúde, além do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza. Mas sabíamos que a sua existência deveria ser substituída por outros mecanismos, e lamentamos pela forma como foi “extirpada” pelo DEM, que não se preocupou com os reflexos junto às políticas públicas que atendem a população mais pobre.

Finalizando, reproduzimos as palavras do líder do DEM, de que o PT, aqui em SC, nunca governou. É isso mesmo, vamos lembrar cada vez mais ao povo, de que ainda nunca governamos em Santa Catarina. E que precisamos desta chance, para mostrar que nosso estado poderá ser um lugar ainda melhor para se viver.”